Adaptação da Agricultura Familiar à Intrusão Salina nos estuários de Moçambique: Caso do Vale do Baixo Limpopo
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17102599Palavras-chave:
Pequeno agricultor, Salinidade, Estratégias, Resiliência.Resumo
O presente artigo, analisa a capacidade adaptativa (CA) dos pequenos agricultores no Regadio do Baixo Limpopo (RBL) e seus determinantes, e identifica as estratégias locais de adaptação à intrusão salina em tempos de mudanças climáticas com vista a garantir a subsistência local e a conservação da biodiversidade. Para tal, foi através de uma abordagem
de meios de subsistência, foi realizado um inquérito a 150 agregados familiares (AFs) que produzem ao longo do vale do rio Limpopo, desde a foz até 100 km para o interior, abrangendo 5 Postos Administrativos (terceiro nível administrativo). Resultados apontam para uma CA que varia de 0.3 a 0.4, e cerca de 62% dos AFs apresentaram CA considerada baixa, e 35% moderada. Indicadores do capital humano (escolaridade, a liderança das mulheres nos AFs), e todos indicadores do capital social, financeiro (excepto número de fontes de subsistência), tecnológico e infra-estrutural (excepto a existência de infra-estruturas e o respectivo desempenho) apresentaram efeito significativo. Face à intrusão salina, são adoptadas estratégias locais baseadas em princípios agroecológicos: a diversificação das áreas de produção e de culturas tolerantes à salinidade, e a incorporação de material orgânico e vegetal.
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