Influência do tempo de pousio na recuperação das áreas degradadas pela agricultura itinerante: estudo de caso no distrito de Sussundenga, província de Manica, Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20152943Palavras-chave:
Agricultura itinerante, Degradação Florestal, Regeneração Natural, Shifting cultivation, Forest degradation, Natural regenerationResumo
A agricultura itinerante baseada no sistema de corte e queima constitui uma das principais causas de degradação das florestas tropicais, especialmente nas formações de miombo em Moçambique. O tempo de pousio é um fator determinante na regeneração natural dessas áreas, influenciando a dinâmica sucessional e a estrutura da vegetação. O presente estudo avaliou a influência de diferentes períodos de pousio (1, 5, 10, 13, 25 e 35 anos) na recuperação da área degradada no distrito de Sussundenga, Província de Manica. Foram estabelecidas parcelas de 100 × 50 m (0,5 ha), subdivididas em subparcelas de 50 × 25 m, onde foram inventariados indivíduos arbóreos com diâmetro ≥ 5 cm. Foram calculados parâmetros fitossociológicos e estimados os índices de diversidade de Shannon-Wiener (H’) e equabilidade de Pielou (J’). Foram registrados 17.839 indivíduos distribuídos em 84 espécies e 26 famílias botânicas. A família Fabaceae destacou-se em riqueza e abundância. A área com 10 anos de pousio apresentou maior número de espécies e maior densidade. O índice geral de diversidade foi H’ = 3,34 e J’ = 0,75, indicando elevada diversidade florística. Conclui-se que o período de 10 anos favorece maior recuperação estrutural e florística da vegetação.
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