Influência das actividades ilegais na conservação dos recursos florestais efaunísticos em áreas de conservação Moçambicana: Caso Da Casa M’sikaLodge, Província De Manica, Moçambique.

Autores

  • ZEFANIAS JONE MAGODO Instituto Superior Politécnico de Manica image/svg+xml Author

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19340635

Palavras-chave:

Actividades ilegais, Comunidade local, Conservação, Recursos florestais, Recursos faunísticos

Resumo

Este estudo analisa o impacto de atividades ilegais na conservação de recursos florestais e faunísticos na Comunidade de Messica, arredores da Casa M’sika Lodge, na Província de Manica, Moçambique. O objectivo central foi identificar os tipos de infrações, locais de ocorrência e motivações da população local. A metodologia combinou pesquisa bibliográfica e de campo, com uma amostra de 685 residentes, além de entrevistas com gestores e líderes comunitários via técnica Delphi. Os dados foram processados no software SPSS (v. 13.0), enquanto o mapeamento dos pontos críticos foi realizado com auxílio de GPS e o software ArcMap (v. 10.1). Os resultados revelaram que as principais atividades ilegais praticadas no interior da reserva e ao longo do rio Messica são: Caça furtiva (45,4%), Agricultura (26,6%), Pesca ilegal (21,0%), Exploração de madeira (7,6%). As causas apontadas para tais práticas são a pobreza e a busca por rendimento monetário (ganância). A vegetação arbustiva e as margens do rio foram identificadas como as zonas de maior pressão. O estudo recomenda o envolvimento direto da  comunidade na vigilância e gestão da área, promovendo a conscientização sobre os benefícios ecológicos e económicos da conservação. Além disso, sugere a modernização da fiscalização através de meios tecnológicos, como softwares de monitoria e drones, para otimizar a detecção e prevenção de crimes ambientais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Bila, A. (2005). Estratégia para a fiscalização participativa de florestas e fauna barvia em Moçambique. In: Projecto TCP/MOZ/2904 (A) Support for the implementation of forest an wildlife legislation in Mozambique. DNFFB/FAO. Maputo.

Brack, D; Hayman, G. (2001). Intergovernmental actions on illegal logging: options for intergovernmental action to help combat illegal logging and illegal trade in timber and forest products. The Royal Institute of International Affairs. London, UK.

Costa-Neto, E.M. (2000). Conhecimento e usos tradicionais de recursos faunísticos por uma comunidade Afro-Brasileira. Interciência. Vol 25. N° 9. Dezembro. Brasil.

Cressey, D.R. (1953). Other People’s Money: A Study in the social psychology of embezzlement. Glencoe, IL: The free press.

FAO. (2005). Miombo woodlands and HIV/AIDS interactions: Mozambique country report. Forestry Policy and Institutions, working paper 2. Roma: FAO.

Forestry Insights. (2005). Wood and manking. Forestry insights – the ultimate new zealand forest industry resources. Disponivel em: http://www.insights.co.nz/manking.aspx#anchor4. Acessado dia 14 de Abril de 2017

Guertin, C. (2003). Illegal logging and illegal activities in forestry sector – Overview and possible issues for the UNECE timber Committee and FAO European Forestry Commission. Quebec Wood Export Bureau, Sainte-Foy (Québec). Canada, September.

Hauff, S. (2004). Relações entre comunidades rurais locais e administrações de Parques no Brasil: subsídios ao estabelecimento de zonas de amortecimento. Curitiba. Brasil.

INE – Instituto Nacional de Estatística. (2007). II Recenseamento Geral da População e Habitação. Resultados Definitivos da Província de Manica. Maputo, Moçambique.

Jornal Notícias (2014). Caça furtiva ameaça Reserva de Maputo. Quinta-feira, 20 de Março de 2014. Maputo.

MAF – Ministério da Agricultura e Floresta. (2010). New Zealand policy to address ilegal logging and associated trade.

Mahar, D.; Schneider, R. (1994). Os incentivos para o desmatamento tropical. Alguns exemplos da América Latina. In: Brown, K. ; Pearce, D. As causas do desflorestamento tropical. UCL, Press, London.

Marconi, M. de A; Lakatos, E.M. (2002). Técnicas de Pesquisa. São Paulo: Atlas Editora.

MITUR – Ministério do Turismo. (2011). Áreas de Conservação em Moçambique. Maputo.

MOÇAMBIQUE. (1990). Lei 3/90, Lei de Pescas, de 26 de Setembro. Maputo.

Murphy, P.R; Dacin, M.T. (2011). Psychological Pathways to Fraud: Understanding and Preventing Fraud in Organizations. Journal of Business Ethics, Volume 101, n° 4.

O País. (2017). MISAU preocupado com uso de redes mosquiteiras para pesca. Quinta-feira, 27 de Abril de 2017. Maputo.

Ribeiro, A.; Palha, M.; Tourinho, M.; Whiteman, C.; Silva, A. (2007). Utilização dos recursos naturais por comunidades humanas do Parque Ecoturístico do Guamá, Belém, Pará1. Brasil. Print version ISSN 0044-5967. On-line version ISSN 1809-4392. Acta Amaz. vol.37 no.2 Manaus June 2007.

Rodrigues, W.C. (2007). Metodologia científica. FAETE/IST. Paracambi. Disponivel em: http://www.ebah.com.br acessado dia 11.01.2017.

Salve a selva. (s.d.). Perguntas e respostas sobre caça furtiva. Disponível em: https://www.salveaselva.org/tema. Acesso dia 11.05.2017.

Sousa, J. (1999). Biodiversidade e economia: algumas reflexões. Brasil.

UNEP. (2007). Millennium Development Goals. Indicator 26: Protected Areas Report. World Conservation Monitoring Centre.

UNEP, WCMC. (2009). Data structure of the world database on Protected Areas (WDPA). Annual Release 2009.

Woster, D. (1991). Para fazer história ambiental. In: Estudos históricos, vol.4, n°8. Campinas. Brasil.Top of Form

Downloads

Publicado

2026-03-31

Edição

Seção

Artigos Científicos Originais

Categorias

Como Citar

MAGODO, Z. J. (2026). Influência das actividades ilegais na conservação dos recursos florestais efaunísticos em áreas de conservação Moçambicana: Caso Da Casa M’sikaLodge, Província De Manica, Moçambique. Revista Agroambiental, 2(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.19340635

Artigos Semelhantes

1-10 de 11

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)